Linha do Tempo da Leitura

A história supõe o desenrolar no tempo das ações com que o homem vai construindo suas memórias e redimensionando o alcance de suas realizações. Uma linha do tempo, abordando os eventos que constituem uma possível história da leitura, é o que apresentamos como resultado de um esforço inicial de oferecer referências aos estudiosos do tema no Brasil.

2018 – Lei Castilho
2018
2017
2017
2017
2016
2016
2014
2006
2006
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1974 – 1985
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1964 – 1985
1960 – 1980
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1950 – 2006
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1935 – 1938
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1930 – 1937
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1910 – 1960
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1905 – 1992
1902
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1890 – 1920
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1840 – 1880
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1828 – 1852
1827
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1808 – 1822
1808
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2018 – Lei Castilho

2018 – Lei Castilho

SANCIONADA A LEI  13.696   Publicação da sanção presidencial à Lei 13.696, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), conhecida como Lei Castilho, já que foi apresentada por José Castilho Marques Neto, antecessor de Costa no PNLL. A Lei estabelece estratégias que devem contribuir para a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas.    
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2018

2018

LANÇAMENTO NA INTERNET DA WDL, A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL   A Biblioteca Digital Mundial disponibiliza na Internet, gratuitamente e em formato multilíngue, importantes fontes provenientes de países e culturas de todo o mundo. Os principais objetivos da Biblioteca Digital Mundial são: Promover a compreensão internacional e intercultural; Expandir o volume e a variedade de conteúdo cultural na Internet; Fornecer recursos para educadores, acadêmicos e o público em geral; Desenvolver capacidades...
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2017

2017

Pesquisa recente indica que o número de bibliotecas existentes no Brasil, atualmente, está em torno de 6.148, ou seja, 1 para cada 33 mil habitantes.
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2017

2017

Livrarias Virtuais invadem cotidiano do leitor. Atualmente, é mais prático, nas grandes cidades, adquirir livros pela internet. As redes que dominam o mercado oferecem algumas vantagens como programa de pontos e podem-se encomendar livros que não se encontram com facilidade nas livrarias de bairro ou de shoppings. A impossibilidade de passear prazerosamente entre as estantes das livrarias é o único problema das compras virtuais.* * www.ditopelomaldito.com
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2017

2017

Aprovação da Lei “Castilho”, prevendo a criação dos Planos Estadual (PELL) e Municipal (PMLL) do Livro e Leitura. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 212/16, Lei Castilho, de autoria da senadora Fátima Bezerra (PT/RN) que cria a Política Nacional de Leitura e Escrita. A proposta foi uma iniciativa do conselho diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL),...
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2016

2016

4ª Edição da Pesquisa “Retratos da Leitura”, desenvolvida, incialmente, em 2000, por instituições que representam as áreas da Leitura e do Livro no país, tem, entre seus objetivos, fornecer dados que permitam avaliar os índices de leitura da população. Nesta edição concluiu-se que aumentou o número de leitores no Brasil. A pesquisa revela ainda que houve aumento nos índices de leitura per capita. Se em 2011, um brasileiro lia quatro...
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2016

2016

Criação do Selo Cátedra pela Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio, que seleciona e premia anualmente as melhores produções em Literatura Infantil e Juvenil.
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2014

2014

 Instituição do Prêmio Ricardo Oiticica pelo iiLer PUC-Rio. O Instituto Interdisciplinar de Leitura PUC-Rio – iiLer, através da Vice-Reitoria de Desenvolvimento da PUC-Rio, institui o PRÊMIO RICARDO OITICICA, de periodicidade anual, a fim de valorizar a difusão de práticas leitoras no Brasil. O iiLer visa premiar a melhor obra publicada nas categorias Oralidade e Formação de Mediadores. O prêmio homenageia Ricardo Oiticica, um profissional totalmente dedicado à fundação e ao desenvolvimento da Cátedra e...
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2006

2006

Inaugura-se a Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio. Oficialmente criada em 2006, foi integrada ao iiLer - Instituto Interdisciplinar de Leitura PUC-Rio, em 2012. Tem como missão contribuir para a transformação do indivíduo em relação a suas coletividades, através da formação de leitores e de sua consciência leitora, visando à superação progressiva das desigualdades de ordem educacional, de gênero e sociais.* *http://iiler.puc-rio.br/catedra.puc-rio.br/catedra/a-catedra/
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2006

2006

Institui-se Prêmio Vivaleitura, atualmente em sua 8ª edição. Promoção conjunta dos Ministérios da Educação e da Cultura, o Vivaleitura é coordenado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e tem o patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha. O Conselho Nacional dos Secretários de Educação e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação apoiam a iniciativa. Entre os objetivos do prêmio estão o...
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2006

2006

O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) é criado no Brasil. As diretrizes para uma política pública voltada à leitura e ao livro no país (e, em particular, à biblioteca e à formação de mediadores), apre­sentadas neste Plano, levam em conta o papel de destaque que estas instâncias assumem no desenvolvimento social e da cidadania e nas transformações necessárias da sociedade para a construção de um projeto de nação...
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1994

1994

Entre as tendências atuais a ampliar os recursos do leitor, existem as Bibliotecas digitais. Estas bibliotecas surgiram como produto de pesquisas e de desenvolvimento tecnológico, dos quais participaram agências de investimento estatais e universidades dos Estados Unidos, que criaram as condições para que, em 1994, a “biblioteca digital” se consolidasse como uma nova entidade e um novo tipo de biblioteca.* *http://repositorio.ibict.br/bitstream/123456789/856/1/MariaIrenedaFonsecaeS%C3%9FTeseDoutorado_07_03_2013.pdf
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1992

1992

– Iniciam-se as atividades do programa Leia Brasil, criado para consolidar a imagem da Petrobrás como empresa-cidadã. A proposta era proporcionar o acesso à Literatura a estudantes de 1º e 2º grau das escolas públicas localizadas em áreas vizinhas à sua instalação. Pode-se dizer que o Leia Brasil era um programa permanente de bibliotecas volantes. Foi criado quando Jason Prado, da Argus Participações Comerciais, empresa que já desenvolvia atividades de...
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1992

1992

Fundação da Casa da Leitura, órgão da Fundação Biblioteca Nacional. A Casa da Leitura tem duas Bibliotecas Demonstrativas: Monteiro Lobato (infantil) e Adélia Prado (juvenil e adulta). Dispõe, também, de um Centro de Referência e Documentação em Leitura (CRDL), com acervo especializado, que capta e disponibiliza informações sobre práticas, pesquisas e estudos realizados no Brasil e no exterior, constituindo uma Rede Nacional de Leitura.* *https://www.bn.gov.br/visite/espacos/casa-leitura
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1992

1992

É instituído, junto à Fundação Biblioteca Nacional, o Programa Nacional de Incentivo à Leitura – PROLER. Trata-se da primeira Política Pública de Leitura planejada para o país, com recursos próprios para a sua implementação, e que teriam origem em um fundo criado com essa finalidade. A iniciativa de instituir o programa vem legitimar as pesquisas desenvolvidas entre 1984 e 1989, primeiro na PUC-Rio e depois na FNLIJ, com apoio do...
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1987

1987

Cria-se a Associação Brasileira das Editoras Universitárias. A ABEU tem como objetivos: ocupar significativos espaços no cenário nacional, empenhada em um protagonismo ativo e presente nos fóruns de formulação e modernização das políticas públicas do livro, interagindo em igualdade com as principais representações associativas e com elas compartilhando espaços e ações junto às esferas de governo.* * http://www.abeu.org.br  e https://www.bn.gov.br/visite/espacos/
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1986

1986

 Luiz Schwarcz cria a Companhia das Letras, maior destaque no final do século.
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1974 – 1985

1974 – 1985

Entre 1974 e 1985 viveu-se, no país, um período da abertura política que foi marcado, no campo da edição de livros, pelo surgimento ou revitalização de "editoras de oposição", ou seja, editoras com perfil nitidamente político e ideológico de oposição ao governo ditatorial. Compunham um universo que englobava desde editoras já estabelecidas, como Civilização Brasileira, Brasiliense, Vozes e Paz e Terra, até as surgidas naquele período, como Alfa-Ômega, Global, Codecri,...
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1968

1968

É criada a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ. A FNLIJ é a seção brasileira do International Board on Books for Young People – IBBY, e constitui-se como uma instituição de direito privado, de utilidade pública federal e estadual, de caráter técnico-educacional e cultural, sem fins lucrativos, estabelecida na cidade do Rio de Janeiro. Tem como missão promover a leitura e divulgar o livro de qualidade para crianças...
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1964

1964

Fundação da Ed. Ática (SP), uma das maiores na produção de livros didáticos. No ano seguinte, “tornaram-se autênticos editores (...), quando começaram a produzir manuais para professores – então uma novidade no Brasil – e, pouco depois, a coleção ‘Bom Livro’, série de clássicos da literatura brasileira.” A Ática substituiu a Companhia Editora Nacional na produção de livros universitários, comerciando-os também entre os países latino-americanos.* *HALLEWEL,1985, p. 299.
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1964 – 1985

1964 – 1985

Em 31 de março instaura-se a ditadura militar no país. Assim como ocorrera em outros períodos de exceção, passa a vigorar a censura prévia de livros, filmes e outras manifestações culturais. Importante a experiência de Ênio da Silveira, neste período, em luta constante contra a repressão e a censura. O editor “manteve-se fiel a uma política editorial que pôs à prova os limites de tolerância de todos os governos, desde...
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1960 – 1980

1960 – 1980

A Moderna sociedade de consumo investe na cultura “de massa”. Neste período, consolida-se “um mercado de bens culturais, fruto do desenvolvimento do capitalismo e da industrialização recente (…) que lançou as bases de uma diversificada e moderna sociedade de consumo.” São lançados os “livros de bolso”. Este tipo de leitura pretende atender a jovens leitoras, como o romance rosa ou livrinhos para moças. Para o público masculino, desenvolve-se um tipo de leitura para...
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1960

1960

A Companhia Editora Nacional é estatizada. A partir de então, a editora assume a produção de livros didáticos. Acaba sob responsabilidade do BNDE.  
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1950 – 2006

1950 – 2006

A Editora Abril inicia venda de livros e coleções em bancas de jornais até o ano de 2006.  
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1950

1950

Ênio da Silveira torna-se um dos principais editores do país. A Editora Civilização Brasileira, da qual Ênio da Silveira assume o controle total em 1963, com a morte de Octalles, seu sogro, estimula especialmente os escritores nacionais modernos. Apresenta, também, uma grande variedade de traduções da literatura moderna da Europa, da América do Norte e, até, do Japão.
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1946

1946

Fundação da Câmara Brasileira do Livro.
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1943

1943

Nasce a Editora Brasiliense. Lobato viria a tornar-se “o espírito da Brasiliense”, segundo Octalles Marcondes Ferreira. Pela Brasiliense, saiu sua coleção de livros para adultos e os infantis. A Brasiliense adotou o modelo da americana Jackson, vendendo coleções a prestação e em domicílio. Foi, também, a primeira editora a lançar uma edição completa do até então desprezado Lima Barreto.* *HALLEWEL,1985, p. 290-291.
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1941

1941

A Cidade de São Paulo torna-se o maior centro gráfico do país.
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1937

1937

 José de Barros Martins abre livraria na cidade de São Paulo. Mário da Silva Brito destaca o quanto o Departamento de Cultura, dirigido por Mário de Andrade, e a criação da USP foram importantes para a Livraria e Editora Martins pela colaboração de autores, tradutores ou organizadores de obras e coleções, entre estes Mário de Andrade. A Livraria Martins especializou-se em livros importados.
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1937

1937

Criação do Instituto Nacional do Livro (INL) por Augusto Meyer. O INL foi aberto por indicação e comando de Getúlio Vargas, que atribuiu ao órgão duas áreas básicas: desenvolver bibliotecas públicas e cuidar dos interesses mais amplos do livro no Brasil.* *HALLEWEL,1985, p. 316.
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1937

1937

O Estado Novo fecha Biblioteca Infantil do Pavilhão do Mourisco (RJ). A biblioteca era dirigida por Cecília Meireles.* *STEPHANOU,2005, p.110.
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1935 – 1938

1935 – 1938

Mário de Andrade revoluciona área cultural em São Paulo. Mário cria e assume a direção do Departamento de Cultura e Recreação, da cidade de São Paulo. Sua gestão teve impacto não só no âmbito nacional, mas internacional. Implantou uma política cultural que envolvia os vários aspectos da cultura. Defendeu a preservação da memória, as nossas tradições, o folclore e planejava uma biblioteca que conservasse em seu acervo a história cultural...
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1934

1934

Burle Marx começa a desenvolver projetos para criar jardins públicos. O primeiro projeto de jardim público idealizado por Burle Marx foi a Praça de Casa Forte, no Recife, em 1934. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética, projetando mais de 10 praças. Nesse cargo, fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou...
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1934

1934

José Olympio transfere suas atividades editoriais para o Rio de Janeiro. No mesmo ano, é fundada a Universidade de São Paulo – USP.
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1932

1932

Octalles Marcondes Ferreira adquire Editora Civilização Brasileira-SP. Octalles era sócio de Lobato na Cia. Editora Nacional, depois abriu a Civilização Brasileira, que ganhou considerável impulso a partir da atuação de Ênio da Silveira, seu genro. A Civilização Brasileira passa a ser a filial da Companhia Editora Nacional, no Rio de Janeiro, e proporciona à editora uma livraria. Nesta época, Octalles abre uma filial em Lisboa.* *HALLEWEL,1985, p. 278.
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1931

1931

José Olympio abre editora por conta própria na cidade de São Paulo. José Olympio, desde jovem, teve contato com os livros. Um dos primeiros empregos na cidade de São Paulo, na década de 20, foi na Casa Garraux, onde seu trabalho inicial consistia em abrir caixotes de livros e acondicioná-los nas estantes de onde tirava a poeira. Aos poucos, através dos contatos que teve no emprego, adquiriu duas grandes coleções,...
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1930 – 1937

1930 – 1937

Período bastante fértil na criação de bibliotecas escolares e infantis.* *STEPHANOU,2005, p.110.
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1930

1930

A Editora Globo (RS) torna-se produtora nacionalmente conhecida. “Já em fins da década de 1930 a Globo se firmara como uma das principais editoras do país com produção de mais de cem títulos por ano.” Há críticas de que havia poucos autores nacionais editados pela Globo: Vianna Moog e o próprio Érico Veríssimo, um dos sócios da editora, ambos gaúchos. Érico Veríssimo iniciara sua carreira de escritor em 1928.* *HALLEWEL,...
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1925

1925

A Companhia Editora Nacional inicia suas atividades, priorizando livros didáticos. Ainda como sócio de Octalles Marcondes Ferreira, Lobato lança pela Companhia Editora Nacional cinco mil exemplares do primeiro livro escrito sobre o Brasil, o relato de Hans Staden, Meu cativeiro entre os selvagens brasileiros.* * STEPHANOU,2005, p. 106.
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1925

1925

A Literatura Infantil e as bibliotecas dos Grupos Escolares começam a se expandir. Parece que a Literatura Infantil entrou na escola com a criação das bibliotecas infantis nos próprios Grupos Escolares.* *STEPHANOU,2005, p. 110.
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1925

1925

A Cia. Gráphico  Editora Monteiro Lobato entra em processo de liquidação. Sua produção chegara a 250.000 exemplares. Com métodos revolucionários no mercado editorial, Monteiro Lobato abriu caminho para as editoras que o sucederam e que seguiram seu modelo.  “Sem Lobato, possivelmente muito pouco (…) teria sido feito a respeito (da literatura brasileira) neste século, ainda que o crédito relativo à publicação se deva de fato à José Olympio Editora, à...
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1924

1924

A Sociedade Anônima Cia. Gráphico Editora Monteiro Lobato se expande, tornando-se uma das maiores do país. A editora de Lobato torna-se uma das maiores do país. Lobato começa a publicar livros de novos autores brasileiros, prioritariamente, além de alguns já veteranos. Entre eles: Guilherme de Almeida, Gilberto Amado, Amadeu Amaral, Oswald de Andrade, Lima Barreto, Menotti del Picchia, Gustavo Barroso, Alphonsus de Guimarães, Francisca Júlia, João Ribeiro e Mário Sette.
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1922

1922

A Editora Monteiro Lobato & Cia amplia o capital e abre para novos sócios. “Não demorou muito para que Lobato estivesse conscientemente dirigindo sua mensagem, para além dos oligarcas, a toda a nação, ou, pelo menos, aos seus 1.688.000 adultos alfabetizados.”* *HALLEWEL,1985, p. 243.
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1922

1922

A Livraria de Jacinto Silva, São Paulo, torna-se o ponto de encontro dos Modernistas. A Semana de Arte Moderna movimentava a cidade de São Paulo desde 1920. Algumas obras dos modernistas foram publicadas, na época, por alguns editores. Os escritores, porém, eram mais publicados em pequenas revistas como Klaxon e Festa.* * Id. Ibid.
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1922

1922

Acontece a Semana de Arte Moderna, que renova as artes no país. O movimento, liderado por intelectuais, artistas, escritores, poetas, pintores, músicos, escultores, arquitetos, aconteceu em São Paulo, sendo   palco das manifestações, durante uma semana, o Teatro Municipal da cidade. Foi um movimento de ruptura que renovou nossas artes. Na literatura, serviu de marco para o Modernismo no Brasil.
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1921

1921

Monteiro Lobato e a Literatura Infantil, A menina do Narizinho Arrebitado.  Lobato publica A menina do Narizinho Arrebitado em edição de 50.500 exemplares. Washington Luiz, governador do Estado, em visita a escolas, impressiona-se com o interesse das crianças pelo livro e encomenda uma grande compra para suprir outras escolas. Lobato dedicou-se, então, a escrever para crianças. “Seu êxito decorreu acima de tudo de sua recusa a proteger ou condescender: tratava seus leitores como...
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1920

1920

Editora Monteiro Lobato e Cia. edita 15 títulos de Literatura. Esta edição produziu 56.000 exemplares. A empresa de Monteiro Lobato, a única especializada em Literatura, era a que mais crescia, sendo dedicada exclusivamente à edição de livros. Com métodos revolucionários no mercado editorial, Monteiro Lobato abriu caminho para as editoras que o sucederam e que seguiram seu modelo.  
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1920

1920

Garnier monopoliza, então, o melhor comércio de livros no RJ. A livraria Garnier importa livros de autores europeus em língua francesa, difunde autores franceses, além de se manter como centro catalisador de publicação das obras dos nossos maiores escritores: Thomás Antonio Gonzaga, Gonçalves de Magalhães, Manoel Ignácio da Silva Alvarenga, Joaquim Norberto, Augusto Emílio Zaluar, José de Alencar, e o teatro de Martins Pena e Joaquim Manoel de Macedo. No...
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1920

1920

 Lobato e Octalles Marcondes Ferreira abrem a Monteiro Lobato & Cia. Na 2ª edição de Urupês, Lobato acrescenta o texto da carta “Velha Praga” que dá origem ao livro. Faz, então, um apelo à nação para que desperte para a própria realidade, para as condições sociais, econômicas, tecnológicas e políticas terrivelmente primitivas de grande parte de seu território.* *HALLEWEL, 1985, p. 243.
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1918

1918

Lobato adquire a Revista do Brasil por 13 contos de réis. Percebendo que “o mais sério problema que o livro enfrentava no Brasil era a falta de pontos de venda” (…) “seu primeiro passo foi aumentar os pontos de venda para perto de duzentos, utilizando a rede de distribuição da Revista do Brasil.” (…) “O passo seguinte foi escrever a todos os agentes postais do Brasil, (1.300 ao todo) solicitando...
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1918

1918

 Lobato publica Urupês, já assumindo sua autoria. A 1ª edição esgotou-se em um mês (1.000 exemplares). Um dos contos, o que dá título ao livro, imortalizou o personagem Jeca Tatu, como modelo do caipira.  “Urupês chegou como um grito de convocação para o nacionalismo brasileiro.”  Lobato, "optando por escrever sobre a flora, a fauna e os habitantes do interior do Brasil, e, acima de tudo, pelo seu constante uso do diálogo idiomático...
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1918

1918

Monteiro Lobato lança duas de suas obras: Saci-Pererê e Urupês. O autor já colaborava no Jornal Estado de São Paulo com pesquisas acerca do folclore, com artigos e contos e, também, na Revista do Brasil. Nas obras, usava, inicialmente, pseudônimos. Em dois meses, O Saci (300 páginas) teve duas edições esgotadas. O próprio Lobato financiou a publicação.
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1916

1916

Tem início a obra musical de Villa Lobos que produz intensamente até 1958. Heitor Villa Lobos teve vasta produção musical e descobriu uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que contêm marcas das culturas regionais brasileiras, e elementos das canções populares e indígenas. Desenvolveu um projeto educacional em que teve destaque o Canto Orfeônico. Preocupava-se com os rumos da...
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1915

1915

É fundada a Editora Melhoramentos, especializada em livros didáticos. Neste período de expansão da escola pública elementar, várias editoras especializadas em livros didáticos foram fundadas nos estados.* *STEPHANOU, 2005, p. 106.
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1912

1912

Sai o novo Catálogo da Garnier, em francês, com livros de autores brasileiros. Entre os livros deste catálogo são divulgados dois autores brasileiros: Machado de Assis (Mémoires póstumes de Brás Cubas et quelques comptes) e  Benjamim Constant.
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1912

1912

Acontece a IV Convenção Pan-Americana de Direitos Autorais, (RJ). Nesta Convenção, “o Brasil é encorajado a decretar a lei 2.577, de 17 de janeiro de 2012, estendendo todas as disposições da lei existente (isto é, a lei de 1898), exceto a necessidade de registrar a propriedade dos direitos autorais na Biblioteca Nacional.* *HALLEWEL,1985, p. 191.
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1910 – 1960

1910 – 1960

São lançados os primeiros Best-seller didáticos da Francisco Alves. De uso intensivo nas escolas, sobrevivem até 1960.
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1910

1910

Inicia-se uma década de prosperidade para a Livraria Francisco Alves. Sua prosperidade e expansão coincidiram com a expansão da escola pública elementar, já em curso em todos os estados brasileiros.* *Id. Ibid.
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1905 – 1992

1905 – 1992

É lançada a Revista Tico-Tico. Seu fundador foi o jornalista Luís Bartolomeu de Souza e Silva, inspirado na publicação francesa La Semaine de Suzette, personagem que foi publicada pela revista com o nome de Felismina.* *https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Tico_Tico
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1902

1902

Inicia-se a publicação da revista O Malho. Fundada por Luís Bartolomeu de Souza e Silva, a revista tinha em seu corpo de ilustradores o traço já maduro e consagrado de J. Carlos, Angelo Agostini, Lobão, Crispim do Amaral, Guimarães Passos, L. Peixoto, Leonidas Freitas e Nássara, ao lado dos jovens talentos que começavam a surgir, como Raul, Kalixto, Storni e tantos outros.* *http://www.casaruibarbosa.gov.br/omalho/
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1902

1902

Os Irmãos Maristas instalam, em São Paulo, editora FTD.* A criação da editora parece sinalizar um movimento de resistência católica contra a laicização e os novos métodos de ensino nas instituições públicas.** *STEPHANOU, 2005, p. 106 **Id. Ibid.
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1901

1901

Opera-se a escolarização da leitura no Brasil. A partir do advento da República, a expansão da escola pública elementar, a adoção do método simultâneo de ensino e os novos modos de ler na escola facilitaram a execução de um programa graduado de estudos. Os livros dirigidos ao período inicial de escolarização e os de Literatura Infantil passaram a apresentar muitas ilustrações.
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1900

1900

É aberta ao público a Biblioteca do Real Gabinete Português de Leitura. Esta biblioteca tem a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal.* *http://www.realgabinete.com.br/portalWeb/
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1898

1898

A 1ª versão da Lei dos Direitos Autorais é decretada no Brasil. Esta lei protegia os escritores residentes no país.* *HALLEWEL:1985, p. 190.
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1897

1897

É criada Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro. A ABL até 1923 funcionava com problemas financeiros, dividindo espaço com demais instituições. Em 1917, morre o livreiro e editor Francisco Alves, legando boa parte de sua fortuna à Academia. Em 1923, o governo francês, em acordo com o governo brasileiro, cede à ABL o prédio em que até hoje funciona sua sede, no centro do Rio de Janeiro.
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1894

1894

O primeiro folheto de Literatura de Cordel é produzido no Brasil. Leandro Gomes de Barros, paraibano, é considerado o autor do primeiro folheto brasileiro com as características que viriam a ser atribuídas ao gênero do cordel. Após sua morte, Pedro Baptista continuou sua obra em Guarabira, também na Paraíba. Entre 1920 e 1930, o maior editor de folhetos de todos os tempos, João Martins de Athayde, produziu seus folhetos. “Em...
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1894

1894

É publicado no Brasil o 1º livro infantil: Contos da Carochinha, de Figueiredo Pimentel. Este livro foi reeditado pela Casa da Leitura/FNB, em 1994.
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1890 – 1920

1890 – 1920

São criados os Grupos Escolares no Estado de São Paulo. Neste período, de 1890 a 1920, foram construídos, na capital e no interior do Estado São Paulo, mais de 130 Grupos Escolares e, para a formação de professores, foram implantadas 210 Escolas Normais.* *STEPHANOU, 2005, p. 102.
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1890

1890

A Livraria Francisco Alves, com filiais em alguns estados, torna-se principal editora de livros escolares do Brasil.
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1886

1886

É lançado o manual de Norman Alison Calkins, Primeiras lições de coisas. Com tradução e adaptação de Rui Barbosa, a obra oferecia orientações aos professores das primeiras letras.* * STEPHANOU,2005, p. 103.
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1883

1883

Promove-se Reforma do Ensino Primário. Esta reforma tem o apoio de Rui Barbosa em seus pareceres.
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1882

1882

Francisco Alves de Oliveira assume direção da Livraria Clássica. Pouco depois da inauguração, a agora Livraria Francisco Alves já se torna uma livraria-editora de livros escolares. Ao falecer, em 1917, Francisco Alves deixa grande parte de sua fortuna como legado para a Academia Brasileira de Letras.
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1870

1870

Estreia O Guarani, de Carlos Gomes, no Teatro Lírico Provisório, Rio de Janeiro. A ópera tem como tema a obra de José de Alencar, O Guarani. O maestro faz uma homenagem a D. Pedro II, no dia do aniversário do Imperador. Os principais trechos foram cantados por amadores da Sociedade Filarmônica. Ópera também é leitura.
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1867

1867

É editado o Catálogo da Biblioteca do Gabinete Português de Leitura do Maranhão.  Esta era uma das várias bibliotecas instaladas no Brasil, no século XIX,  pela comunidade dos imigrantes portugueses e muitas funcionam utilmente até hoje. O editor foi José Maria Corrêa Frias, o mesmo que editou o Livro do Povo. Seu trabalho de impressão mais interessante é Memória sobre a tipografia maranhense, de sua autoria.* * HALLEWEL,1985, p. 100-101.
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1863

1863

É fundado o Gabinete Português de Leitura, em Salvador. Trata-se de uma instituição cultural, literária e de estudos lusófonos situada em Salvador,  capital do estado da Bahia. Tem por lema “Saudades e perseverança.“* *http://www.gplsalvador.com.br/o-gabinete/
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1863

1863

Chega ao Brasil o 1º catálogo da Garnier, escrito em Português. Este catálogo traz, na chamada de abertura, o Jornal das Famílias, que tem, entre os seus principais colaboradores, Machado de Assis. Há ainda a oferta da Bíblia Sagrada em português. O catálogo é “montado exclusivamente para o público brasileiro e bem de acordo com as características da sociedade do país; as necessidades do Estado nacional em construção e das...
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1861

1861

 O Maranhão apresenta um total de onze impressoras Washington.  Eram máquinas de excelente qualidade e o trabalho de impressão era bem mais leve. Tinham sido importadas por J.G. Magalhães em 1847. José Maria Corrêa Frias, com a morte de Magalhães e de seu sucessor Joaquim Torres, adquiriu a firma e seu primeiro trabalho foi a edição do Livro do Povo, de Antônio Marques Rodrigues. A 1ª tiragem foi de 4.000 exemplares....
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1860

1860

A Casa Garraux instala-se em São Paulo. Anatole Louis Garraux vem de Paris com a intenção de promover e comerciar livros franceses. Torna-se o maior livreiro da cidade naquele final de século.
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1859

1859

Em São João del Rei -MG, faz-se o inventário da biblioteca de Florêncio Antônio Fonseca. Ainda que algumas famílias tivessem bibliotecas particulares, no Brasil Colonial, não há comprovação de que liam os livros. As leituras disponíveis a essas famílias, no período, foram compiladas através de registros de inventários dos donos dessas bibliotecas.
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1858

1858

Garnier cria um novo modelo de catálogo, rico em sugestões de ideias. Além de vários tipos de dicionários, a Garnier oferece livros de História Universal, Filosofia, História, Autores de Literatura, como Madame de Staël, (Considerações sobre os principais eventos da Revolução Francesa e da Alemanha). São destaques também Chateaubriand (Análise racional da História da França), e obras clássicas de Heródoto, Tucídides, Plutarco, Tito Lívio, Maquiavel, Vico, Voltaire e Montesquieu. Membros da...
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1857

1857

O editor maranhense, Belarmino de Mattos, cria o 1º sindicato, no país, fora do Rio de Janeiro. Na capital já existia a Imperial Associação Typographica Fluminense, fundada em 25 de dezembro de 1853. A organização de trabalhadores fundada no Maranhão foi a Associação Typographica Maranhense.* *HALLEWEL,1985, p. 105.
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1854

1854

A Livraria Clássica abre na rua dos Latoeiros, hoje Gonçalves Dias, RJ. Esta livaria foi fundada pelo português Nicolau Antônio Alves. Seu sobrinho, Francisco Alves, vindo de Portugal chegou ao Brasil em 1863 e foi trabalhar com o tio na livraria, sucedendo-o posteriormente.
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1852

1852

São criadas tipografias no Amazonas. Em meados do séc. XIX, chega a Manaus uma prensa com a qual seriam impressos documentos oficiais e os primeiros jornais da cidade. Daí cresce o número de periódicos e ampliam-se as rodas letradas reunidas em bares e cafés.
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1851

1851

É fundado em Recife o Gabinete Português de Leitura de Pernambuco. O Gabinete é uma biblioteca e centro cultural lusófono. Dentre os três gabinetes portugueses de leitura existentes no Brasil, é o segundo mais antigo e possui o segundo maior acervo, após o gabinete fluminense.* *https://pt.wikipedia.org/wiki/Gabinete_Portugu%C3%AAs_de_Leitura_de_Pernambuco
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1850

1850

Direitos autorais são pagos pela 1ª vez. A Garnier começa a pagar “direitos autorais” aos tradutores e escritores brasileiros, fato incomum em outras livrarias do país e mesmo da América Latina. Garnier foi o primeiro editor no país a fazer esse pagamento e em valores significativos, o suficiente para que Aluísio de Azevedo pudesse viver, exclusivamente dos seus escritos.* *HALLEWEL,1985, p.140.
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1850

1850

Inaugurada a Imperial Typographia Dous de Dezembro. Paula Brito tinha uma amizade pessoal com D. Pedro II que o admirava por seu empenho em estimular os escritores brasileiros. O imperador entra, então, como importante acionista para concretizar o negócio do editor e livreiro.* *HALLEWEL,1985, p. 85.
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1849

1849

São criadas tipografias no Paraná.
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1848

1848

A Livraria Lombaerts instala-se no Rio de Janeiro.    Como livreiros Lombaerts e seu filho trabalham com jornais e revistas importados.* *HALLEWEL,1985, p. 157.
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1847

1847

É lançado o primeiro jornal do Maranhão, O Progresso. O Maranhão foi uma das províncias mais prósperas no século XIX. Com a venda de algodão a partir da invenção do tear Cartwright, em 1787, São Luís do Maranhão, em 1810, transformou a cidade no quarto porto do país, exportando 500.000 toneladas de algodão por ano. Com a abolição da escravatura e a recuperação da indústria americana, oferecendo algodão de melhor...
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1844

1844

É instalada a Livraria Garnier Frères, no Rio de Janeiro. Um dos irmãos, Baptiste Louis, abriu a livraria no Rio, trabalhando em sociedade com seus irmãos, da Garnier de Paris, por ser o Brasil mercado promissor e ponto estratégico para o comércio com demais países latino- americanos. A Garnier inseriu o país no mercado editorial. Seus catálogos eram de excelente qualidade. A Garnier torna-se o mais importante ponto de encontro...
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1840 – 1880

1840 – 1880

Período áureo da literatura, no Maranhão. Este período tem início com o aparecimento dos primeiros poemas de  Gonçalves Dias, publicados no Archivo Maranhense e termina com a partida de Aluísio de Azevedo para o Rio no início da década de 80.* *HALLEWEL,1985, p. 96.
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1840

1840

É criada a Sociedade Petalógica na loja de Paula Brito. Petalógica, nome imaginado por Brito para designar as rédeas soltas da imaginação de seus membros (uma peta=uma mentira). A iniciativa de Paula Brito reuniu todo o movimento romântico entre 1840 e 1860, entre os quais poetas como Gonçalves Dias e romancistas como Joaquim Manuel Macedo, Manuel Antônio de Almeida; compositores como Francisco Manuel da Silva e artistas como João Caetano....
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1840

1840

Tipografias Jornal do Commercio – São abertas tipografias no Espírito Santo e em Mato Grosso  
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1839

1839

Folhetins – Justiniano da Rocha começa a traduzir folhetins franceses. São dele as versões brasileiras de Mistérios de Paris e O conde de Monte Cristo e era tão eficiente que o Jornal do Commercio, no Rio de Janeiro, publicava-os quase simultaneamente com o jornal de Paris. Os folhetins aumentaram consideravelmente a venda dos jornais. Nossos primeiros folhetinistas foram o próprio Justiniano da Rocha, Martins Penna, Gonçalves de Magalhães e os historiadores Varnhagem e Pereira...
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1838

1838

É formada a sociedade de Eduard e Heinrich Laemmert, mercadores de livros e de música. No ano seguinte, eles publicam o Almanack administrativo, mercantil e industrial da corte e província do Rio de Janeiro, suplantando todos os demais por ser muito mais completo, e sua Folhinha Anual, uma miscelânea literária.* *HALLEWEL,1985, p. 162.
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1837

1837

Criado, no Rio de Janeiro, o Real Gabinete Português de Leitura. Em 14 de maio de 2017, o Real Gabinete Português de Leitura completou 180 anos de existência. É a associação mais antiga criada pelos portugueses do Brasil após a independência, em 1822. A sua sede, construída em estilo neomanuelino e que foi inaugurada pela Princesa Isabel em 1887, guarda cerca de 350.000 volumes (milhares de obras raras).  Este acervo maravilhoso...
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1837

1837

Criação do Colégio Pedro II, na Corte. A criação de vários estabelecimentos de ensino impulsionam o mercado livreiro. O Brasil tinha, nessa época, 2.595 escolas públicas primárias e 70.000 alunos. Os ensinos primário e secundário passam a ser controlados pelos poderes públicos. Iniciou-se uma parceria entre o poder público e as editoras.
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1836

1836

Criação dos Liceus da Bahia e da Paraíba.    
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1835

1835

 Criação da 1ª Escola Normal do país, em Niterói, e do Ateneu do Rio Grande do Norte. Ocorre, também, a 1ª Reforma do Ensino Primário.
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1833

1833

Livraria Laemmert instala-se no Rio de Janeiro.
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1832

1832

Tipografias no Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe.
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1832

1832

Paula Brito lança A Mulher do Simplício ou A fluminense exaltada, 1ª revista feminina do país, impressa por Plancher, seu velho mestre. O maior progresso ocorrido nesse período “no que diz respeito à publicação de livros, foi a valorização da condição da mulher, que criou um público leitor feminino suficientemente numeroso para alterar o equilíbrio do mercado. O volume de publicações da Paula Brito dirigido ao público feminino mostra que o editor...
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1831

1831

Tipografias são abertas em Santa Catarina e Alagoas.
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1831

1831

Francisco de Paula Brito abre livraria na Praça da Constituição, 51, RJ. “Sem Paula Brito é possível que quase não houvesse literatura brasileira no século XIX, ainda que a maioria acabasse sendo publicada pela Garnier.”* Em 1924, ingressou como aprendiz na Tipografia Imperial e Nacional. Sua livraria vendia periódicos como O Ipiranga, O Simplício da Roça, Sentinela da Liberdade e O Regente. Além disso, encadernava livros, atividade importante no seu negócio.** * HALLEWEL, 1985, p. 265....
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1830

1830

São criadas as primeiras tipografias em Goiás    
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1829

1829

Revue de Deux Mondes é lançada no Rio de Janeiro. Esta revista era um “ importante veículo de formação de opinião, de estilo e de gosto no tocante às artes, à literatura e às questões políticas do Oitocentos, desde sua criação por Bouloz.* *DUTRA, In. BRAGANÇA; ABREU, 2010, p. 74.
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1828 – 1852

1828 – 1852

A Casa do Livro Azul, sebo mais conhecido da rua do Ouvidor, funciona nesse período.
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1827

1827

 Criadas tipografias em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Entre o final do séc. XIX e início do séc. XX abriram-se no Rio Grande do Sul, além de livrarias e editoras, locais de empréstimo de livros e Gabinetes de Leitura.
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1826

1826

Instaladas tipografias na Paraíba. Em três anos surgem, também, no estado, intermediários de leitura, livreiros e tipógrafos.
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1826

1826

Plancher publica a primeira novela brasileira, Statira e Zoroastes. Um pequeno roman à clef de 58 páginas no estilo francês contemporâneo de ficção didática, escrito por Lucas José de Alvarengas, e que buscava divulgar as ideias sociais e políticas do liberalismo.* * Id. Ibid.
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1826

1826

Acontece a primeira exposição pública de obras de arte no Brasil. Após muitos impasses e funcionamento precário, a Academia Imperial de Belas Artes, criada por D.João VI, com a chegada da Missão Francesa ao Brasil, iniciou suas atividades regulares em 5 de novembro de 1826. Sua primeira exposição pública de obras de arte, a primeira no gênero ocorrida em todo o Brasil, foi aberta em 2 de dezembro de 1829, contando com...
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1824

1824

Plancher muda sua loja para a Rua do Ouvidor, 80. Posteriormente, transfere-se para o nº 95 e começa a publicar em Português. Grande parte de sua produção é política e administrativa. Entre estas, no Brasil, temos: a Constituição do Império do Brasil, disputando com a Typographia Nacional, o Império no Brasil, de M.V. Angliviel, em tradução de Luiz Gonçalves dos Santos, Guia da conversação brasileira e franceza, de G. Harmonière (1824) e em...
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1824

1824

Livreiros – Pierre René Plancher abre loja no Rio de Janeiro. Plancher era um experiente editor francês. Trouxe para o Rio seu equipamento de impressão e um rico acervo de Pensadores Franceses: d’Alembert, Biot, Briant, Broussais, Carnet, Condillac, Constant, Diderot, Dumas, Dupuis, Miguet, Mirabeau, Montesquieu, Parisset e Poiret. Abre uma loja provisória na Rua do Ourives, 60.* *HALLEWEL,1985, p. 68.
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1824

1824

São instaladas as primeiras tipografias no Ceará.
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1822

1822

Abrem-se, em Vila Rica, MG, as tipografias Patrícia e a Provincial.
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1822

1822

No Rio de Janeiro operam mais quatro tipografias: a Silva & Porto, a Santos e Souza, a do Diário do Rio de Janeiro e a de Torres e Costa.
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1822

1822

Em junho, na Gazeta do Rio de Janeiro, publica-se o seguinte anúncio: “Na loja de Paulo Martin se acham as seguintes obras, impressas em França, em Portuguez, nítida impressão, e linda encadernação, Atala, ou O amor de dois Selvagens. Belizário de Marmontel, 1280.”* *ABREU, 2010, p. 62.
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1822

1822

 Até então, publicam-se 1173 itens pela Imprensa Régia. A maioria desses impressos era constituída de documentos do governo.
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1822

1822

Com a Independência do Brasil, a Tipografia Nacional torna-se Imprensa Nacional, nome que se mantém até hoje.
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1821

1821

A Tipografia de Daniel Garção de Melo opera em Belém do Pará.
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1821

1821

 É criada a 1ª tipografia do Maranhão, no governo de Bernardo da Silveira.
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1821

1821

Duas outras tipografias abrem-se no Rio de Janeiro: a Nova Tipografia e a de Moreira e Garcez.
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1821

1821

Após a volta da Família Real para Portugal, em 1821, cessa a censura da imprensa no Brasil, como também a proibição de publicações não autorizadas pelo governo. O Diário do Rio de Janeiro é impresso, então, livre de censura.
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1821

1821

A Real Officina Typographica torna-se Typographia Nacional.
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1820

1820

Criada em Pernambuco “Officina do Trem”. O governador Rêgo Barreto, após a ordem dada pela corte para fechar a tipografia dos rebeldes, em 1817, ordenou que se construísse uma “prensa de parafuso”, de modelo tradicional, ou no arsenal local ou “no trem”. A tipografia ficou conhecida como Officina do Trem de Pernambuco.* *HALLEWEL,1985, p. 114.
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1818

1818

São impressos no Brasil os livros: Aventuras Galantes de dois fidalgos estudantes e Leitura para os meninos ou Thesouro dos meninos. Leitura para os meninos ou Thesouro dos meninos* trata de moral, virtude e boas maneiras. Segundo Camargo & Moraes**, foi o primeiro livro para crianças publicado no Brasil, sendo dedicado a Dom Miguel, 2º filho de Dom João. *HALLEWELL, 1985, p. 37. **In: ABREU, 2010, p. 47.
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1817

1817

Ricardo Rodrigues Castanho abre a 1ª tipografia de Recife. Até 18/05, a Officina Typographica da República Restaurada de Pernambuco, assim denominada pelos que a dirigiam, então, um impressor inglês, um marinheiro francês e dois frades brasileiros, imprime a propaganda rebelde da revolução separatista. Quando os revolucionários dão a causa por perdida os responsáveis pela impressão fogem. A autoridade real é restabelecida e a tipografia, fechada.* *HALLEWELL, 1985, p. 114.
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1816

1816

É aberta a 1ª escola para moças no Rio de Janeiro.  O analfabetismo feminino era uma forma de impedir amores secretos por correspondência. Só após a década de 1830, o analfabetismo das moças deixou de ser encarado como um sinal de nobreza.* *HALLEWELL, 1985, p. 87.
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1816

1816

José Maurício Nunes Garcia produz suas melhores obras. Entre 1816 e 1826, José Maurício Nunes Garcia, padre católico, professor de música, maestro e compositor brasileiro, compõe algumas de suas obras mais importantes, como o  Requiem  e o  Ofício de Finados (1816) e as missas de Nossa Senhora do Carmo (1818) e de Santa Cecília (1826). Música sacra também é leitura.
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1816

1816

As livrarias da cidade do Rio de Janeiro chegam a 16. Fernando José Pinheiro, Jerônimo Gonçalves Guimarães, Francisco José Nicolau Mandillo e João Batista dos Santos são os novos livreiros.
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1816

1816

Chega ao Brasil a Missão Artística Francesa. Com a chegada ao Rio de Janeiro da Missão Artística Francesa, D. João VI cria a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, onde os franceses formariam uma nova geração de artistas no estilo neoclássico, então em voga. Um desses artistas era Grandjean de Montigny, que produziu os mais importantes edifícios públicos do país, na época, entre eles, o Solar Grandjean de Montigny (na rua...
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1815

1815

A Impressão Régia torna-se Real Oficcina Typográfica. Silvestre Pinheiro Ferreira vem a compor a junta diretora da instituição.
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1814

1814

Sai a 1ª edição de Aventuras Pasmozas do Celebre Barão Munkausen. O livro é impresso pela Impressão Régia do Rio de Janeiro e, posteriormente, é publicado, também, em Portugal.
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1814

1814

A partir de 1814, as indústrias editoriais de Londres e Paris passam a abastecer o comércio livreiro do Brasil, facilitado com a abertura dos portos.
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1812

1812

Outras duas livrarias são abertas no Rio de Janeiro. Pertencem, respectivamente, a Manuel da Silva Porto e a José Antônio da Silva.
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1811

1811

É fundada por D. Marcos de Noronha e Brito, Conde dos Arcos, por influência de Pedro Gomes Ferrão Castelo Branco, a 1ª Biblioteca Pública do Brasil, em Salvador (BA). Conhecida como Biblioteca Central dos Barris, a Biblioteca da Bahia foi, também, a 1ª da América Latina.
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1811

1811

A 1ª Tipografia de Salvador é criada por Manoel Antônio da Silva Serva. Assim é quebrado o monopólio da Imprensa Régia, estabelecida no Rio de Janeiro, e órgão oficial da Corte Portuguesa. Começa a circular o 1º jornal da capitania: “A idade d’Ouro do Brazil”, que se manteve até 1823.
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1810

1810

Paulo Martin Filho cria um catálogo para a Colônia com 35 títulos. Para publicar esse catálogo criado para o Brasil, o editor teve de obter licença de Portugal, onde era editor. Continua, assim, aqui, através dos filhos, o que fazia em Portugal, onde oferecia, na época, um catálogo impresso à própria custa, incluindo 143 obras de assuntos como Medicina, Religião, Química e Belas- Artes.
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1810

1810

A Biblioteca Real é transferida para as catacumbas do Convento do Carmo, em outubro. Esta data passa a ser considerada como a da fundação da atual Biblioteca Nacional, que atendia, na época, a pesquisadores devidamente autorizados pelo Príncipe Regente.
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1810

1810

Biblioteca dos Reis começa a chegar à Corte. A transferência dos caixões, com 60 mil livros, estendeu-se até o ano seguinte. Inicialmente, os livros foram guardados no andar superior do Hospital da Ordem Terceira do Carmo.
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1809

1809

Três outras livrarias são abertas no Rio de Janeiro. Uma das livrarias pertencia a Francisco Luís Saturnino da Veiga, outra a Manuel Mandillo e a terceira a João Roberto Bourgeois. Eram estabelecimentos muito pobres.* *HALLEWELL, 1985, p. 33.
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1808 – 1822

1808 – 1822

Este período foi de rigorosa censura da Real Mesa Censória da Corte. Havia medo de que a liberdade de imprensa favorecesse a perda do controle de Portugal sobre a Colônia. Esta censura trouxe prejuízo para o desenvolvimento da produção de livros no Brasil. Até a 1ª Grande Guerra grande parte dos nossos livros eram impressos na Europa pela qualidade da impressão.
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1808

1808

Sai o primeiro jornal impresso no país, Gazeta do Rio de Janeiro. A Gazeta foi impressa em setembro, em máquinas trazidas da Inglaterra. Era o órgão oficial do governo português que detinha o monopólio da imprensa no Brasil.* *HALLEWELL, 1985, p. 40.
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1808

1808

Emenda ao decreto de inauguração do prelo, no Rio de Janeiro. É feita Emenda ao decreto de inauguração do prelo, no Rio de Janeiro, através da qual se declara que uma das principais razões para a criação da Impressão Régia era auxiliar a expansão da educação pública.* *HALLEWELL, 1985, p. 36.
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1808

1808

1º número do Correio Braziliense é produzido em Londres. O jornal foi editado por José Hypólito da Costa, exilado naquela cidade pelo Tribunal do Santo Ofício. A 1ª edição chega ao Brasil em outubro. O Correio Brasiliense mantém-se até 1823, com 29 números editados. Teve influência na proclamação da Independência do Brasil.* *HALLEWELL, 1985, p. 34.
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1808

1808

Educação Pública é difusora da leitura no país. A área do ensino superior era “suprida pelo uso das famosas ‘postilas’, que faziam súmulas de autores em razão da carência de livros nas aulas de Engenharia Militar, Anatomia, Cirurgia e Estudos Militares”, como acontecia em Mato Grosso, nos séculos XVIII e início de XIX. Dentre os autores dessas ‘postilas’ de largo uso nas áreas de Aritmética e Geometria são citados Euclides...
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1808

1808

Duas livrarias operam no Rio de Janeiro, nessa época, além da que pertencia a Paulo Martin Filho, outra de Manuel Jorge da Silva. Os livreiros comerciavam livros produzidos na Europa, às vezes contrabandeados.* *HALLEWELL, 1985, p. 33.
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1808

1808

 Dom João VI traz para o Brasil a vasta Biblioteca Musical dos Bragança. Logo a seguir manda vir de Lisboa músicos e castrati da Itália reorganizando a Capela Real que passou a contar com 50 cantores e uma centena de instrumentistas*. Música também é leitura. * https://pt.wikipedia.org/wiki/Música no Brasil
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1808

1808

É criada a Impressão Régia pelo Príncipe-regente, D. João. Sua administração é entregue a José Bernardo de Castro, Mariano José Pereira da Fonseca e José da Silva Lisboa. O monopólio da impressão era da casa oficial em vista da censura. Na ocasião foi publicado um folheto de 27 páginas. O responsável pela impressão é o Irmão José Mariano da Conceição Veloso, um religioso mineiro que foi para Lisboa em 1790,...
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1801

1801

Duas bibliotecas são inventariadas no século XIX, no Brasil. Em Minas Gerais, no século XIX, havia duas bibliotecas particulares significativas: a de Dom Frei Domingos da Encarnação Pontével, com 412 títulos e 1066 volumes, e a de Cláudio Manuel da Costa, com 383 volumes.* *HALLEWELL, 1985, p. 34.
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1798

1798

 Em Mariana (MG), é inventariada biblioteca do Dr. José Pereira Ribeiro. Bibliotecas particulares eram propriedade dos que necessitavam de livros para o exercício da profissão. Geralmente, estavam nos mosteiros das várias ordens, pois os eclesiásticos eram os responsáveis pela formação das novas gerações, ou pertenciam a juristas, médicos, militares e a outros intelectuais.
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1794

1794

No inventário do reverendo Francisco de Paula Meireles, Ouro Preto, MG, foi encontrada mais uma obra espanhola, só que, agora, uma obra teórica, Arte Poética.* *ARAÚJO, 2012, p. 55.
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1792

1792

Livros são inventariados nos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira. Pertenciam a Tomás Antônio Gonzaga, 83 volumes; ao tenente coronel Francisco de Paula, 84; a Alvarenga Peixoto, 17 (dentre esses Crebillon e Vultério); a Resende Costa, 60 (entre eles Henriade); a Cláudio Manuel da Costa, mais de 400 livros.* *ARAÚJO, 2012, p. 61.
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1792

1792

Duas livrarias operam na cidade do Rio de Janeiro, nessa época. Possivelmente, uma dessas livrarias era a de Paulo Martin, considerado o primeiro livreiro carioca. Seu filho, Paulo Martin Filho, manteve a livraria funcionando até 1823. Os livros brasileiros eram impressos em Portugal. Entre os autores constam Cláudio Manuel da Costa, Santa Rita Durão, Basílio da Gama e Tomás Antônio Gonzaga, cuja obra, Marília de Dirceu, teve quatro edições em Lisboa,...
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1786

1786

É criada a Sociedade Literária do Rio de Janeiro, por D. Luís de Vasconcelos de Souza. Esta sociedade teve como participantes Manuel Inácio Silva Alvarenga, seu presidente, e o Marquês de Maricá. “Seu destino se concluiu com os autos da devassa e apreensão de livros e papéis que inculpassem seus integrantes de ideias francesas num mundo beato”.* *ARAÚJO, 2012, p. 58.
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1783

1783

No inventário de Francisco Lopes do Vale, Ouro Preto- MG, foi encontrado o livro Comédias Castellanas, que pode ser de Lope de Vega ou de Calderón de la Barca.* *ARAÚJO, 2012, p. 55.
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1776

1776

Franciscanos mantêm um curso superior de Letras, História, Filosofia e Teologia.* *ARAÚJO, 2012, p. 39.
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1771

1771

É criada a primeira Academia Científica do Brasil, no Rio de Janeiro. Isto acontece em “um século que originou cientistas do porte de Bartolomeu de Gusmão, Lacerda e Almeida, Frei Veloso, Alexandre Rodrigues Ferreira, (de quem Junot furtou descobertas amazônicas, repassando-as a Saint-Hilaire, em 1808), José Bonifácio, dentre outros.”* Possivelmente, tratava-se de “um grupo de homens reunidos para discussão de assuntos comuns em estágio de ilustração”, com “influência francesa (...),...
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1769

1769

As novelas de cavalaria só se tornam conhecidas em nosso país, de forma pouco intensa, em Minas Gerais, no século XVIII, nas cidades de Mariana e Ouro Preto e, também, em São Paulo com El Gusmán de Afarache e as Histórias de Carlos Magno.* *ARAÚJO, 2012, p. 55.
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1769

1769

É criada a Academia dos Renascidos, na Bahia. “Com alguma tendência francesa é a Academia dos Renascidos (…) possivelmente a de vida mais curiosa. Esta academia tentava reviver a dos Esquecidos, com 40 sócios efetivos e 115 extranumerários, além de uma insígnia com a fênix de olhos fitos no céu, uma divisa ambiciosa: Multiplicabo Dies (Multiplicarei os dias); e um mecenas incomum: o Marquês de Pombal que, um ano depois, a fecharia...
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1768

1768

A Arcádia Ultramarina é fundada em Vila Rica. O movimento literário do Arcadismo dá-se com a fundação da Arcádia Ultramarina e a publicação das Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa. Este movimento constitui a primeira geração literária brasileira.* *https://pt.wikipedia.org/wiki/Arcadismo
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1767

1767

A Casa da Ópera do Rio de Janeiro é difusora da leitura no país. Padre Ventura, mulato, corcunda, cantor e dançarino de lundus, dono da Casa de Óperas, promove um espetáculo, encenado por mulatos e de autoria de Pietro Metastasio, nascido em Viena e considerado o mais respeitado e influente libretista do século XVIII. Outros espetáculos encenados no período, nessa casa, fazem parte das obras de Antonio José da Silva:...
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1766

1766

Aleijadinho inicia a decoração da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto. As cenas da Paixão abrigadas nas assim chamadas Capelas dos Passos, ao longo do caminho em ziguezague, exigem que o visitante entre e as contemple num cenário restrito e íntimo, como uma história sussurrada contada em particular para o espectador. As Capelas dos Passos são estabelecidas ao longo de uma linha narrativa, da Última Ceia à...
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1759

1759

Há forte censura de livros no século pombalino. Os autores permitidos no Brasil eram Scarron, Adam Smith, Basílio da Gama, Grotius, Pufendorff (apesar de protestante), todos conhecidos do leitor brasileiro, conforme atestam os inventários de nossa pesquisa. Também John Locke e René Descartes eram permitidos. “Entre as proibições da Real Mesa Censória estavam: Cândido, de Voltaire; O Elogio da Loucura, de Erasmo; as Cartas Persas, de Montesquieu; Emílio e a Nova Heloísa, de Rousseau; mais Diderot,...
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1759

1759

Nesta data os Jesuítas são expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal. No Rio de Janeiro, entre os séculos XVII e XVIII, os jesuítas comercializavam livros no Colégio da Ordem. Quando a Companhia de Jesus encerra suas atividades no Brasil, deixa “25 residências, 36 missões e 17 colégios, na colônia, sem contar os seminários menores e as escolas de ‘ler e escrever’ instaladas em quase todas as aldeias e povoações...
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1752

1752

Na segunda metade do século XVIII um grande florescimento musical acontece no Brasil. A Escola Mineira se desenvolve na Capitania das Minas Gerais, especialmente na região de Ouro Preto, Mariana e Diamantina, onde a extração de grandes quantidades de ouro e diamantes destinados à metrópole portuguesa atraiu uma população considerável que deu origem a uma próspera urbanização. Ali a vida musical, tanto pública como privada, religiosa ou secular, foi muito privilegiada, registrando-se a importação...
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1752

1752

Foi criada a Academia dos Seletos, no Rio de Janeiro, que também apresentou um resultado concreto na louvação a Gomes Freire de Andrade, seu criador: Os júbilos da América, organizado por Manuel Tavares Sequeira e Sá, secretário da Academia, e editado em Lisboa, por Manuel Álvares Solano, em 1754, é uma obra que reúne a produção dos acadêmicos, em poesia e floreios rococó.* *ARAÚJO, 2012, p. 56.
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1750

1750

Começa a funcionar a Loja de Livros de Manuel Ribeiro dos Santos em Vila Rica. O povoado, assim como São João del Rei, Mariana, Sabará e outras vilas, teve, no ciclo do ouro, um movimento cultural efervescente. A descoberta das minas trouxe prosperidade e riqueza para estas vilas. Os filhos das famílias mais ricas iam estudar na Europa, tendo contato, então, com os ideais iluministas e com a poesia árcade....
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1747

1747

A primeira prova concreta da existência de uma impressora no Brasil (Rio de Janeiro), de cujo funcionamento há evidências, deu-se em 1747. As demais suposições de alguns historiadores não se confirmaram através de documentos. A impressora pertencia a Isidoro da Fonseca que produziu nela duas obras: um folheto de 24 páginas, publicado em 07/02 e um volume de grande formato, 80x70. Assim que em Lisboa as autoridades tomaram conhecimento do...
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1739

1739

 Convento de Nossa Senhora dos Anjos, em Cabo Frio, é importante centro de estudos nesta época. Ali estudavam-se as matérias convencionais, além da Gramática e da Filosofia, consideradas as mais fortes.* *ARAÚJO, 2012, p. 40.
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1736

Academia dos Felizes foi fundada no Rio de Janeiro pelo governador Gomes Freire de Andrade. Durou aproximadamente quatro anos. Os acadêmicos reuniam-se no palácio de José da Silva Pais. Seu emblema era: Hércules afugentando com a clava o ócio.* * https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_dos_Felizes
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1733

1733

Em Ouro Preto encena-se O triunfo eucarístico, de Simão Ferreira Machado.* Comprova-se o interesse dos eclesiásticos pelos autos sacramentais de Calderón de la Barca. Os espetáculos teatrais eram uma forma de circulação de livros e leituras no Brasil Colonial.** Teatro também é leitura. *ARAÚJO, 2012, p. 56. ** ARAÚJO: 2012, p. 58.
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1727

1727

Geral da Ordem dos Franciscanos autoriza o estabelecimento dos estudos de Gramática, em todas as suas províncias.* *ARAÚJO, 2012, p. 39.  
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1724

1724

Criação da Academia dos Esquecidos na Bahia. A criação das Academias favoreceu a circulação de livros e leituras no Brasil. Nestes  encontros discutiam-se temas variados. A Academia dos Esquecidos deu origem à prosa rococó da História da América Portuguesa (1730), de Rocha Pitta.  A Academia durou dois anos e seu fundador e protetor foi o vice-rei Vasco Fernandes César de Menezes, com o lema Sol oriens in Occiduo, (Sol nascido no Ocidente). Sua proposta...
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1724

1724

Uma Carta Régia de Portugal é enviada ao Brasil com jornais e notícias do mundo. Esta correspondência mostrava que a Corte, tendo seus interesses resguardados, seria mais benevolente quanto ao envio de obras e material impresso que “povoariam o universo leitor do Brasil”. Na realidade, “Portugal influiu na formação brasileira pela negação da cultura, uma vez que, exceção feita ao século XIX, com a mudança da Corte para o Brasil,...
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1724

1724

As primeiras bibliotecas do país, no período colonial, ficavam nos conventos, mosteiros e nos colégios religiosos, ou pertenciam a particulares (padres, advogados, cirurgiões, militares). Em Mariana, Minas Gerais, no século XIX, havia duas bibliotecas particulares significativas: a de Dom Frei Domingos da Encarnação Pontével, com 412 títulos e 1066 volumes, e a de Cláudio Manuel da Costa, com 383 volumes. “Os colégios jesuítas no Brasil eram renomados por suas excelentes...
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1714 -1822

1714 -1822

Bibliotecas particulares mineiras são inventariadas no Brasil-Colônia. Para identificá-las, no período colonial, pesquisadores recorreram a documentos referentes a inventários de bens. Em Mariana, entre 1714 e 1822, contabilizam-se 76 bibliotecas com um acervo de 1.253 obras. Em São João del Rei, em 26 bibliotecas inventariadas, foram encontrados 398 títulos distribuídos em 1.309 volumes.* *BRAGANÇA e ABREU, 2010, p.140
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1701

1701

A Circulação de livros no século XVIII já inclui Dom Quixote, de Cervantes. As Novelas aparecem apenas uma vez, no inventário de Rosa da Silva, em São Paulo, em 1762. Dom Quixote, de Cervantes, também é lido em Minas Gerais e no Rio de Janeiro*. *ARAÚJO, 2012, p. 54.
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1678

1678

 Jesuítas chegam a Recife e a Santos para difundir o ensino cristão.*   *ARAÚJO, 2012, p. 39.
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1661

1661

Padre Antônio Vieira é um dos jesuítas que vai para o Maranhão. “Em carta, comenta com o administrador eclesiástico do Rio de Janeiro ter no Maranhão uma ‘livraria muito boa’ que poderia ser o núcleo para a criação do Colégio do Maranhão”.* *ARAÚJO, 2012, p. 54.  
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1654

1654

Jesuítas assumem em Vitória responsabilidade de pregar o cristianismo.* *Id Ibid.
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1652

1652

Jesuítas chegam ao Maranhão e a Belém em sua missão de catequese.* *Id Ibid.
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1650

1650

Nas reduções do sul funcionavam verdadeiros conservatórios musicais. Há registro de relatos que atestam a fascinação dos índios dos aldeamentos ou reduções do sul do País pela música da Europa e sua competente participação tanto na construção de instrumentos como na prática instrumental e vocal*. Música também é leitura. * https://pt.wikipedia.org/wiki/A música do Brasil
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1650

1650

Convento de Santo Antônio oferece cursos superiores para formação sacerdotal.* *ARAÚJO, 2012, p. 40.
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1601

1601

Livros que circulam no país, no século XVII, não se limitam mais à temática religiosa. “No plano da Linguística circulavam com desembaraço a Arte Latina, do Padre Manuel Álvares, a Prosódia, de Bento Pereira, a Rudimenta, de autoria indefinida, com explicações do modelo latino de construções sintáticas”. Ainda assim, as leituras dominantes eram de textos religiosos. Entre as obras de ficção de que se têm registro aparecem as Novelas exemplares, de Cervantes, e dois...
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1580

1580

Outras ordens religiosas aportam no novo mundo, mas os jesuítas mantêm a primazia no trabalho de catequese. Assim chegam os beneditinos, os franciscanos e os carmelitas. Dedicam-se à formação sacerdotal.* *ARAÚJO, 2012, p. 40.
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1573

1573

Morre D. Pedro Leitão, segundo bispo do Brasil, deixando sua biblioteca, provavelmente, para os jesuítas. Pesquisas realizadas em inventários de bens deixam supor que o livro circularia no Brasil Colônia desde o século XVII com obras de bibliotecas particulares que incluíam Cervantes, Calderón e Fernão Mendes Pinto. Nos períodos anteriores, os livros que chegavam ao Brasil provavelmente seriam os de uso eclesiástico e as ordenações manuelinas. Havia censura rigorosa nessas...
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1559

1559

Dez anos após a chegada, os jesuítas criaram alguma estrutura para a educação musical nos aldeamentos indígenas ou reduções, no sul do país. Nesse período importa lembrar a atividade de Francisco de Vaccas como mestre-de-capela e Pedro Fonseca como organista, ambos atuando na Sé de Salvador*. Música também é leitura.   * https://pt.wikipedia.org/wiki/A música do Brasil
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1556

1556

 Padres da Companhia de Jesus chegam à Bahia para o trabalho de catequese.* *ARAÚJO, 2012, p. 39.
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1554

1554

Jesuítas fundam o Colégio de São Paulo  Vindo para o sul, os jesuítas fundam o Colégio São Vicente, no litoral, logo transferido para o planalto de Piratininga, então, como Colégio de São Paulo. É a pedra fundamental da cidade de São Paulo. Os jesuítas foram os primeiros educadores do Brasil, mas outras ordens, como a dos franciscanos, dominicanos, carmelitas e beneditinos também atuaram para impedir a propagação da Reforma protestante,...
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1553

1553

Chega ao Brasil o noviço José de Anchieta com o 2º governador–geral. O primeiro jesuíta a aprender a língua dos indígenas foi Azpilcueta Navarro em missão evangelizadora pelos sertões. Aos poucos os demais vão dominando o tupi que, por algum tempo, passa a ser a língua geral. José de Anchieta é o indicado para a organização de uma gramática tupi. Em suas ações de catequese e educação, Anchieta usa, como...
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1549

1549

Padre Manuel da Nóbrega chega ao Brasil com o 1º governador-geral, acompanhado de outros jesuítas. Em 15 dias, começa a funcionar, na cidade de Salvador, uma escola de ‘ler e escrever’. Inicia-se, assim, um trabalho de formação que envolve a catequese dos indígenas, a educação dos filhos dos colonos, a formação de novos sacerdotes e da nova elite intelectual, além do controle da fé e da moral dos habitantes do...
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